Nascido na região das Capoeiras, zona rural do município de Lajedo-PE, em 8 de junho de 1934, filho de Jacinto Lucas Ferreira e de Dona Rosa Olinda de Oliveira. Foram seus pais adotivos: Pedro Ferreira da Silva e Pulcina de Oliveira e Silva.
Fez os estudos preliminares em sua terra, cursando o ginásio e o 2º grau já na idade adulta.
Em 1965 estréia nas letras lançando o livro de versos A Sombra e o Tempo, patrocinado pela prefeitura da sua cidade, da qual foi funcionário durante 24 anos.
É autor do hino oficial do município, cuja letra recebeu partitura do tenente da Polícia Militar de Pernambuco, Joaquim Viana Sobrinho. Fundou o Teatro Amadorista de Lajedo (TAL); adaptando textos, dirigindo e atuando em todas as peças do seu repertório, participando, ainda, do espetáculo da PAIXÃO, à época encenado pelas ruas da vila de Fazenda Nova-PE, sob a direção de Clênio Vanderley.
Em 1969, durante a repressão dos militares, é acusado de subversivo pelo "crime" de haver cantado o Hino Nacional em praça pública, acompanhado de um cavaquinho. Processado, é, no entanto, inocentado com o voto do ministro Eraldo Gueiros Leite, do Superior Tribunal Militar, depois governador do Estado. O episódio ganhou manchetes na imprensa nacional e também do exterior.
Trabalhou na extinta Hora Norte, de Garanhuns, transferindo-se em 1976 para a cidade de Caruaru, onde, durante 15 anos prestou seus serviços de contador na empresa Livraria dos Municípios LTDA, órgão de assistência técnica, jurídica e contábil a prefeituras e câmaras municipais.
Em 1985 escreve Emília e o Menino Jesus, obra que, apesar de constar dos planos de publicação das Edições Paulinas (SP), sofre embargo por parte dos herdeiros de Monteiro Lobato, sob a alegação de que o livro estaria em desacordo com as idéias do famoso autor.
Aposentando-se, torna à sua cidade, quando produz, publica e lança suas memórias em Lembranças da Primavera (1995), tecendo um painel da Lajedo antiga, com seus vultos mais importantes, tipos populares e episódios que marcaram sua história.
Os próximos trabalhos seriam: O Triunfo da Cruz (novela histórica) e Ásperos Ventos d’Além (poemas), lançados conjuntamente em 22 de janeiro de 2005.
Atualmente Antônio Oliveira colabora com o periódico local Lajedo Hoje, escrevendo artigos e assinando a coluna Eles Construíram Nossa História, onde faz um resgate da memória das mais variadas personalidades da terra e que foram substanciais para sua formação, oferecendo, assim, maior destaque e nitidez ao perfil do solo que ele tanto ama - LAJEDO.
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