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  Antônio de Sousa Vilaça (Escritor)


Antônio de Sousa Vilaça veio ao mundo na propriedade Kágado, do município de Lajedo-PE, em 3 de outubro de 1914, sendo seus pais: Guilhermino Virgulino de Sobral e Dona Cecília de Sousa Vilaça.

Foi aluno do Seminário de Garanhuns, transferindo-se muito cedo para a cidade de Nazaré da Mata, onde conclui os estudos, casa-se com a Srta. Evalda Rodrigues e nasce-lhes o único filho: Marcos Vinícios Rodrigues Vilaça, mais tarde ministro do TCU e, atualmente, presidente da Academia Brasileira de Letras.

À sua terra, Lajedo, prestou relevantes serviços, dentre os quais destacamos o esforço empreendido para a construção da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, anos depois demolida, e agora re­construída; a luta para elevação de Lajedo à condição de Paróquia e, sobretudo, seu desempenho no processo que culminou com a nossa autono­mia política, conforme narra em suas memórias: "Era deputado estadual Heráclio do Rego e a meu pedido ele apresentou à Câmara projeto que se tornou vitorioso. A Lei 377, de 24 de dezembro de 1948, assinada pelo Governador Barbosa Lima desmembrou o distrito de  Lajedo do município de Canhotinho". Num feliz reconhecimento  é designado primeiro prefeito da nova cidade seu pai Guilhermino Virgulino de Sobral (Guilhermino PauIo).

Passando a residir na cidade de Limoeiro, a qual dedicou mais de sessenta anos de sua existência, foi juiz preparador, tornou-se prefeito na década de 50, vereador em duas legislaturas, diretor da Cooperativa Agropecuária de Limoeiro e professor das cadeiras de Português e História do Colégio Padre Nicolau Pimentel, hoje Ginásio do Limoeiro.

Educador, escritor e jornalista, Antônio Vilaça produziu e publicou obras marcantes, constando de sua bibliografia os seguintes títulos: Páginas de Limoeiro (1952), Meu Limão meu Limoeiro (1969), Histórias que  Limoeiro Conta (1971), À Sombra de Dois Pinheiros (1973), Livro Memória (1978), Evalda, Companheira da Longa Caminhada (1990) e As Astúcias do Coronel (1995 ).

Como jornalista assinou trabalhos para o Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco, ainda escrevendo crônicas para a Rádio Difusora de Limoeiro. Foi diretor da AIP (Associação de Imprensa de Pernambuco).

Este ilustre lajedense veio a falecer em 27 de junho de 2003, quase aos 89 anos de idade, praticamente sem visão, deixando-nos, entretanto, inestimável legado intelectual, que muito nos dignifica: a Laje­do, seu lugar de origem; Limoeiro, sua terra de adoção, enriquecendo conseqüente e substancialmente o patrimônio cultural de Pernambuco.

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